quinta-feira, 11 de julho de 2019

CORONEL DA PMMA INVADE EMPRESA NO PIAUÍ E CONFISCA CARGA DE MADEIRA SEM ORDEM JUDICIAL


O coronel Torres da Polícia Militar do Estado do Maranhão,  foi alvo de denúncias graves feitas pela imprensa do Piauí.  O oficial da PMMA é acusado de ter comandado sem ordem  judicial uma invasão a sede da empresa Real Regeneração com sede no Estado do Piauí.  Comandando vários policiais e com um comboio de caminhões ele pegou a força grande parte do estoque de madeiras pertencente à empresa. A Real Regeneração e uma das principais fornecedoras da Suzano Papel e Celulose. As duas empresas brigam na Justiça pela manutenção de um contrato firmado. No entanto a Real teria deixado de fazer a entrega da madeira alegando que o contrato estaria vencido. Já a Suzano argumenta através dos seus advogados que já havia feito o pagamento da madeira.  O caso está tramitando na Justiça do Piauí e em total desrespeito às leis e para beneficiar a Suzano o coronel da Polícia Militar do Maranhão  tomou essa atitude que já está sendo investigada pelo Poder Judiciário e o Ministério Público do Piauí.  

Veja a postagem feita na coluna do jornalista Arimateia Azevedo do portal de AaZ, sobre o assunto:

Arimatéia Azevedo
Irreverente, verdadeira e sem cortes. A principal coluna política do Piauí, que não se prende a pauta do dia a dia

Ação criminosa

Por Arimatéia Azevedodo Portal AZ10 de jul de 2019, 0:00
Um oficial da polícia militar do Maranhão na patente de coronel acompanhando um comboio de carretas numa invasão de propriedade privada em outro Estado (em Regeneração, Piauí) sem o devido mandado judicial, está fazendo o papel de jagunço, ou, no termo mais usual de hoje, sendo miliciano. E assim também os policiais do mesmo estado sob seu comando.  Acusam o coronel Torres, da PM maranhense, de ter chegado ao Piauí para tomar na marra madeira estocada na Real Regeneração, empresa produtora de grãos, a serviço da Suzano Papel e Celulose. Independentemente das regras do contrato, que, segundo uma das partes, estaria vencido, mas que a Suzano alega ter pago antecipadamente pela madeira, a ação do agente da polícia desrespeitando a justiça piauiense é ato de banditismo e, como tal, já deveria ter sido preso em flagrante delito. O governador Flávio Dino, que já foi juiz federal, bem que deve tomar as medidas administrativas cabíveis para que esse caso do coronel não se torne uma ação corriqueira nas forças de segurança maranhenses num despeito ao seu regimento interno. Não é adequado o agente público agir aí arrepio da lei fazendo o papel de segurança particular na iniciativa privada. A atitude desse coronel Torres mancha a polícia militar maranhense. A força policial deve estar a serviço dos interesses públicos e não daqueles que podem pagar, porque agindo assim, o militar se revela tão somente um bandido fardado, praticando ação criminosa.

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