quarta-feira, 1 de maio de 2019

JUSTIÇA CONDENA PMS E VIGILANTE ENVOLVIDOS NA MORTE DE MECÂNICO EM VITÓRIA DO MEARIM

 


O 2º Tribunal do Júri de São Luís condenou nesta terça-feira (30), o vigilante Luís Carlos Machado de Almeida a 16 anos e 6 meses de prisão pela morte do mecânico Irialdo Batalha. O crime ocorreu no dia 28 de maio de 2015, no município de Vitória do Mearim,(MA) Ele também foi condenado por crimes de usurpação de função pública e fraude processual. A sessão que durou quase 30 horas foi presidida pelo juiz Antônio Agenor Gomes, que decidiu manter a prisão preventiva do acusado. Também foram condenados o soldado da Polícia Militar do Estado do Maranhão Flavio Roberto Gomes dos Santos que vai cumprir a pena de 7 anos e 4 meses de reclusão, em regime semiaberto, pelo.crime de tentativa de homicídio praticado contra Diego Gianni Ferreira Fernandes, que estava na moto com Irialdo. O militar também foi condenado a 1 ano e 6 meses de detenção por homicídio, além dos crimes de prevaricação (3 meses de detenção), usurpação de função pública (3 meses), fraude processual (3 meses) e denunciação caluniosa (2 anos de reclusão).
No mesmo julgamento o sargento José Miguel de Castro, foi condenado pelos crimes de de prevaricação (3 meses de detenção), usurpação de função pública (3 meses), fraude processual (3 meses) e denunciação caluniosa (2 anos de reclusão). Ele foi absolvido dos crimes de homicídio e tentativa de homicídio. Os dois policiais ganharam o direito de recorrer da sentença em liberdade.

O CRIME

Segundo a denúncia do Ministério Público, no dia 28 de maio de 2015, por volta das 17h, na BR 222, área do perímetro urbano da cidade de Vitória do Mearim, as vítimas Diego Gianni Ferreira Fernandes que pilotava uma moto, e Irialdo Batalha, que estava na garupa do veículo, foram atingidas por disparos de arma de fogo, por terem desobedecido a ordem de parar na blitz policial.
Ainda conforme o órgão ministerial, o vigilante Luís Carlos Almeida efetuou dois tiros contra a cabeça do mecânico Irialdo Batalha que já se encontrava no ferido e agonizando no chão. De acordo com a denúncia feita pelo promotor de Justiça, José Emanuel da Silva, os dois militares concorreram para a morte da vítima, ao consentirem que o vigilante contratado do município de Vitória do Mearim participasse da operação da Polícia Militar, inclusive com o porte ostensivo e ilegal de arma de fogo.
Durante a sessão do Tribunal do Júri o Ministerio Público Estadual esteve representado pela promotora Cristiane Lago,que contou com o advogado Ângelo Calmon como assistente de acusação. A defesa dos policiais militares foi patrocinada pelo advogado Erivelton Lago e na defesa do.vigilante Luís Carlos esteve atuando o advogado Natan Chaves
.  

Nenhum comentário:

Postar um comentário