sexta-feira, 5 de outubro de 2018

DELEGADO DIZ QUE AGIU CERTO AO INVADIR PRESIDIO PARA PRENDER AGENTE


O delegado da Polícia Civil na cidade de Santa Inês, Ederson Martins explicou através de nota o episódio em que resultou na prisão da agente penitenciária Adriana Roma. Segundo o delegado tudo foi feito de acordo com a lei e com conhecimento dos seus superiores. Veja a nota:


"Venho por meio desta, para relatar minha versão do caso que ocorreu na Cidade de Santa Inês na data do dia 02 do presente mês. Tendo em vista as versões distorcidas e pequenas partes de vídeos sem áudio, tentando demonstrar apenas uma face da moeda, deixando este subscritor como um possível infrator, maculando a imagem de quem trabalha dia-a-dia em prol da sociedade de Santa Inês e região.

Recebi no final da tarde da terça-feira relatos de um IPC que atualmente encontra-se trabalhando na Cidade de Pindaré Mirim, reportando que teria ido até o presídio de Santa Inês, acompanhado pela Escrivã Ad Hoc, no intuito de realizarem atos profissionais inerente à polícia civil, e que lá esta teria sido submetida à revistas íntimas em sala separada como se visita de preso fosse, bem como que fora determinado que o Investigador também fosse revistado, o qual relatou que não foi pois o agente teria dito que ia "fingir" que teria realizado. Ressaltando que a Agente teria dito em tom de arrogância que ali ela só não faria revista em Juízes, Promotores e Defensores, pois os demais seriam revistados segundo uma portaria interna.

Pois após a ciência dos fatos, imediatamente entrei em contato com o Diretor e Sub Diretor do aludido presídio para saber o que estaria ocorrendo, porém sem êxito, entrei em contato ainda com outro integrante do sistema penitenciário o qual disse desconhecer tal portaria e que tal procedimento não condizia com os procedimentos padrões, ato contínuo foi feito contato com o subsecretário da Seap, o qual me relatou que havia uma portaria, mas as revistas seriam simples vistoria nos pertences dos Policiais (bolsas, etc) e submissão ao detector de metais (não sabendo o motivo pois policiais possuem e andam com suas devidas armas), relatei a ele o fato e que se a portaria era apenas pra isso ia conduzir a agente dele devido o excesso cometido (abuso de autoridade, constrangimento ilegal, ...). Em deslocamento cientifiquei meus superiores acerca do fato e disse que iria fazer a condução, sem haver ressalva.

Chegando na unidade prisional, adentramos com a VTR eu e mais dois policiais, indaguei quem seria a agente Adriana, e ela se identificou no balcão de entrada da unidade, disse a ela que iria conduzi-la pelos fatos acima expostos e a solicitei que me acompanhasse, ela de pronto se negou, mais uma vez insisti que ela me acompanhasse, diante de nova negativa tive que fazer a condução, tendo a mesma resistido à condução, sendo feito o uso de força moderada e necessária para leva-la  até a viatura, na qual seria levada no banco traseiro, porém a resistência continuou, tendo inclusive determinado ao agente que estava na portaria para que não abrisse o portão, sendo assim necessário que a mesma fosse colocada no compartimento traseiro, para segurança do ato, da equipe e da própria agente. Deslocamos imediatamente para a Delegacia Regional para realização dos procedimentos.

 
Nesse ínterim o Policial e a Escrivã Ad Hoc começaram a serem ouvidos, relatando suas versões, onde a IPC relatou que já estaria dentro da parte administrativa da UPR com a aquiescência dos agentes e que foi surpreendido com a agente Adriana determinando que ele fosse revistado, o qual se negou conforme acima exposto, já a escrivã Ad Hoc teria relatado em cartório que foi levada para uma sala separada (sala destinada a revistas minuciosas e íntimas) porém quando adentrou na aludida sala e levantou a blusa a auxiliar que lhe acompanhou a mando da agente chefe do plantão,  disse que não precisava pois lhe conhecia, e passou apenas o detector de metais, apesar de tal procedimento poder ser feito na entrada do presídio o qual possui inclusive um painel para tal. Adriana também deu sua versão, a qual foi devidamente reduzida a termo, em que realmente teria resistido a condução por nunca ter passado por tal ato, e que havia uma portaria para que fossem realizadas revistas em visitantes, porém era uma revista básica com o uso de detector de metal e o motivo de ter mandado a escrivã para uma sala separada seria pra não "constrange lá", perante demais pessoas...,

Devidos algumas informações desencontradas, necessitando de uma maior aprofundamento nas investigações, decidi pela instauração do procedimento por portaria, e os demais atos investigativos seriam realizados do decorrer Inquérito. Sendo a agente devidamente liberada, ressalto que o Diretor do presídio acompanhou todos os atos no interior desta Unidade.

Por fim, ressalto que sou profissional da área de segurança pública desde de 2001, sempre agi na extrita legalidade, e nunca possuí ou possuo desavenças com nenhuma instituição, em especial as de segurança pública, inclusive possuindo com a maioria dos servidores da UPR de Santa Inês, um excelente relacionamento, e o caso ocorrido foi pontual devido a ocorrência de um fato isolado que nunca tinha ocorrido antes daquela Unidade."

Um comentário:

  1. se o delegado informou que comunicou ao superiores da agente mesmo assim ela foi pega de surpresa.esta historia ta muito mau contada

    ResponderExcluir